O que é este site
Um acompanhamento independente da apuração do 2º turno, com uma projeção do resultado final feita enquanto os votos são contados. Não tem relação com o TSE nem com campanhas, e não é resultado oficial: o resultado oficial é o do TSE.
Por que não basta olhar a contagem
As urnas não chegam ao TSE em ordem aleatória. Algumas regiões e alguns tipos de bairro chegam antes, e o percentual parcial reflete quem chegou primeiro, não o país inteiro.
No 2º turno de 2022, com 1% das urnas apuradas (17h13), a contagem mostrava Lula 7,4 pontos abaixo do resultado final. Com 10% (17h32), ainda estava 2,9 pontos abaixo.
De onde vêm os dados
- Resultados por município, publicados pelo TSE e lidos a cada minuto. São a base da contagem que aparece no site.
- Boletins de urna: o arquivo de cada seção eleitoral, também publicado pelo TSE durante a apuração. Uma amostra das seções que já chegaram é usada para medir como cada tipo de seção está votando.
- O 1º turno de 2026, seção por seção: o ponto de partida da projeção.
Como a projeção é feita
- Cada seção tem um perfil. As cerca de 470 mil seções do país são agrupadas em 60 grupos de seções parecidas, conforme como votaram no 1º turno, independentemente da cidade ou do estado onde ficam.
- Mede-se a mudança do 1º para o 2º turno. Nas seções que já chegaram, compara-se o voto de agora com o do 1º turno da mesma seção. Isso mostra, grupo a grupo, para onde foram os votos dos candidatos eliminados e quanto variou o comparecimento.
- Projeta-se o que falta. Cada seção que ainda não chegou recebe o resultado do seu 1º turno mais a mudança medida no seu grupo, com um ajuste próprio do município quando ele já tem seções apuradas.
- Soma-se tudo: os votos já contados mais a previsão das seções que faltam dão a projeção.
Bem no começo da noite, até 1% dos votos apurados, os poucos dados que existem vêm do exterior e de lugares pouco representativos. Nessa fase, a projeção usa um modelo mais simples, por município, e a faixa de incerteza é bem mais larga.
Como sabemos que funciona
O método foi testado refazendo as noites de apuração do 2º turno de 2022 (na ordem real em que as urnas chegaram) e de 2018. Maior erro da projeção, em pontos percentuais:
| Votos apurados | Contagem (2022) | Projeção (2022) | Projeção (2018) |
| 1% | 7,4 | 0,1 | 0,3 |
| 3% | 5,7 | 0,1 | 0,2 |
| 10% | 2,9 | 0,1 | 0,1 |
| 30% | 1,8 | 0,1 | 0,1 |
A faixa de incerteza e a chance de vitória
A faixa (±) mostra até onde a projeção ainda pode errar naquele ponto da apuração. Ela foi calibrada nesses testes com folga: é cerca de 2,5 vezes o maior erro observado e encolhe conforme as urnas chegam (±0,8 ponto com 1% apurado, ±0,25 com 20%, ±0,1 com 80%). A chance de vitória é calculada a partir da projeção e dessa faixa. Uma chance de 90% quer dizer que, em situações como essa, o candidato que está à frente perderia uma vez em cada dez.
Limites
- Dois testes (2018 e 2022) são uma boa indicação, mas não uma garantia. Uma eleição com um padrão muito diferente pode surpreender.
- O site depende dos arquivos públicos do TSE. Se eles atrasarem ou mudarem de formato, a atualização pode atrasar também.
- O quadro "Migração dos votos dos eliminados" é uma estimativa feita só com cidades já totalmente apuradas.
Projeto independente. Os números do site são uma estimativa estatística; o resultado oficial é o divulgado pelo TSE.